os rataplãs dos tambores gratificam!

Maio 14, 2008

radiola de são luís

Arquivado em: viagens — by caroline @ 2:26 am

pra quem nunca viu o suingue do povo maranhense, e por isso ainda não dançou reggae junto - acompanhado por uma radiola daquelas -, fineza imediatamente comprar passagem (de promoção ou não) para a ilha bela, ilha maravilha, são luís do mará! particularmente, é a capital do nordeste que acho mais bonita. o bombom de cupuaçu e o arroz de cuxá compensarão a estranha experiência de tomar o famigerado guaraná jesus - aquele com uma cor de choque e sabor de sabe deus o quê.   

  

Abril 22, 2008

de onde o oculto do mistério se escondeu

Arquivado em: viagens — by caroline @ 10:13 pm

 

navegar pelas águas do velho chico é umas das experiências mais inacreditáveis, extraordinárias e estranhas. desses momentos que dividem nossas vidas em “antes & depois” - instante exato em que tudo dentro da gente muda, revira, desarruma, e para o qual nunca nos sentimos preparados.

no meio da viagem, ali em alto-rio, de repente um turbilhão de lembranças vêm à tona, tão confusas quanto as águas de qualquer rio quando desaguam no mar - não se sabe o limite em que termina uma e começa a outra. 

impossível traduzir(-se). 

o mistério que envolve o são francisco é muito mais forte do que presumimos, e do que suspeita o imaginário coletivo: é um processo individual, interno, que sai embaralhando tudo, transformando espanto e deslumbramento em quase-dor.  

entregar-se à magia do lugar é tão fundamental quanto aprender a sentir, pois ao silêncio que corta as rochas alaranjadas dos paredões, juntam-se o canto de iara (mãe d’água), e as gargalhadas soltas do negro d’água, duas lendas que ajudam a compor o sertão miserável de virgulino - mas poucos sabem disso.

depois dessa experiência, entendi que o velho chico é um grande divisor de águas que rearranja não só as terras por onde passa, mas principalmente as vidas de quem se deixa invadir por seus encantamentos. no entanto, é preciso estar consciente de sua força, que impulsiona e carrega tudo para o mar: ”maré de lembranças, lembranças de tantas voltas que o mundo dá…”  

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