Arquivado em: 30 anos atras — by caroline @ 12:05 pm
o final dos anos 70 estava recheado de personagens bizarros, freaks & afins, como todos sabem. mas o caso que sempre me pareceu o supra-sumo do mistério (e conseqüentemente o mais grave) era o do tattoo, da “ilha da fantasia”, aquele anãozinho de jardim quase japonês e tão carismático! bom, mas ainda assim, apesar de toda a estranheza da época, quem nunca quis ser uma das panteras que atire a primeira pedra.
para espanto geral, “o sítio do pica-pau amarelo” começou a ser exibido em 1952, ao vivo e em preto e branco, pela tv tupi. em 1967, o programa foi transmitido pela tv bandeirantes, e dez anos depois, a tve, o mec e a rede globo produziram juntos o sítio, o que durou nove anos. essa terceira versão – de 1977 a 1986 – rendeu, em 1979, um prêmio pela unesco de melhor programa infantil do ano.
com a boca no mundo
composição: lee marcucci, luiz sérgio / rita lee
quantas vezes eles vão me perguntar
se eu não faço nada a não ser cantar,
quantas vezes, eles vão me responder
que não há saída a não ser morrer!
isso não tem mais jeito
foi tudo dito e feito
agora não é tempo
da gente se esconder
tenho mais é que botar a boca no mundo
como faz o tico-tico quando quer comer
essa fome é vontade de viver
chamar atenção pra você me ver!
em pleno movimento
meu corpo é um instrumento
eu sopro aos sete ventos
pra você me escutar
pra você me ver
pra me ouvir falar
disso tudo
essa melodia não acaba
quando eu resolver parar de cantar!
Arquivado em: 30 anos atras — by caroline @ 12:50 pm
encontrei esse vídeo do chacrinha, de 1978, promovendo o “concurso do homem mais feio do brasil”! de uma bizarrice fenomenal! e depois, pra completar o pão e circo, pocket-show da lady zú! divirtam-se!
Arquivado em: 30 anos atras — by caroline @ 10:07 pm
negro amor composição: bob dylan / versão: péricles cavalcante e caetano veloso
vá, se mande, junte tudo que você puder levar
ande, tudo que parece seu é bom que agarre já
seu filho feio e louco ficou só
chorando feito fogo à luz do sol
os alquimistas já estão no corredor
e não tem mais nada negro amor
a estrada é pra você e o jogo é a indecência
junte tudo que você conseguiu por coincidência
e o pintor de rua que anda só
desenha maluquice em seu lençol
sob seus pés o céu também rachou
e não tem mais nada negro amor
seus marinheiros mareados abandonam o mar
seus guerreiros desarmados não vão mais lutar
seu namorado já vai dando o fora
levando os cobertores? e agora?
até o tapete sem você voou
e não tem mais nada negro amor
e não tem mais nada…
as pedras do caminho deixe para trás
esqueça os mortos que eles não levantam mais
o vagabundo esmola pela rua
vestindo a mesma roupa que foi sua
risque outro fósforo, outra vida, outra luz, outra cor
e não tem mais nada negro amor…