os rataplãs dos tambores gratificam!

Maio 5, 2008

da caixa de pandora

Arquivado em: papo serio — by caroline @ 2:45 am

curiosíssima a história da “caixa de pandora”, principalmente quando recebemos uma – e não sabemos o que fazer com ela. para quem desconhece, a tal “caixa” escondia todos os males que haveriam de afligir a humanidade dali em diante: a velhice, o trabalho, a doença, a loucura, a mentira e a paixão. e no fundo da caixa, claro, restava apenas a esperança – como sempre, a última.

infelizmente, cada um recebe a sua “caixa” quando nasce, e dali pra frente tem o livre arbítrio de usá-la como pode – só não existe a opção de não usá-la. e tem gente pra tudo - essa é a parte mais assustadora: gente que só vive na mentira, gente que enlouquece, que ama demasiadamente e gente que cai enferma, enquanto a velhice sai costurando um a um, com o cuidado de não deixar ninguém escapar…

nesse contexto, conhecer a si mesmo e conhecer gente nova é quase a mesma coisa: é o risco máximo a que estamos sujeitos, pois a “caixa de pandora” nada mais é do que uma grande “caixa de surpresas”, para a qual não existe nenhuma garantia. assim, o processo interno de reconhecimento e o inicício de uma relação (e isso inclui os diversos tipos: família, amigos, namorados, trabalho) é justamente a concentração das inúmeras possibilidades de “pandora”, ou seja, o risco da decepção é quase 100%. então, surge a pergunta: e agora?

é nessa hora que nos agarramos com toda força à esperança - ela não ficou por último por acaso. diante disso, resta-nos apenas compreendermos a nós mesmos (seja lá como a gente for) e aos outros (seja lá como eles forem), no melhor estilo “I want to hold your hand”, para que consigamos manter alguma fé. pois, apesar de tudo, o risco de nos decepcionarmos é a única (e maior) prova de que estamos vivos. assim, aceitar que precisamos uns dos outros é talvez o primeiro passo para que isso se realize, e o mais importante de tudo é oferecermos aos outros o nosso melhor, sempre – ou quase sempre. 

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