
e a polêmica discussão continua: pra quem vem de fora, morar no rio é bom ou é ruim?
juntar pessoas diferentes de inúmeros lugares do meu brasil-varonil ao redor de uma mesa de bar dá nisso: discussões vazias e profundas, desnecessárias e fundamentais.
nem vou me prolongar muito, mas diante dessa questão tenho concluído que as cidades são as pessoas – e somente elas.
afinal, não faz sentido se relacionar com o pão-de-açúcar, com o morro dois irmãos ou com o jardim botânico – apesar de sabê-los extremamente acolhedores.
pra mim, essa discussão se encerra nela mesma: é tão óbvia quanto todas as “cidades invisíveis” do calvino, diversos modos de perceber o mesmo.