os rataplãs dos tambores gratificam!

Maio 3, 2008

paraíso, são sebastião, rei de janeiro?

Arquivado em: generalidades — by caroline @ 8:35 pm

e a polêmica discussão continua: pra quem vem de fora, morar no rio é bom ou é ruim? 

juntar pessoas diferentes de inúmeros lugares do meu brasil-varonil ao redor de uma mesa de bar dá nisso: discussões vazias e profundas, desnecessárias e fundamentais.

nem vou me prolongar muito, mas diante dessa questão tenho concluído que as cidades são as pessoas – e somente elas.

afinal, não faz sentido se relacionar com o pão-de-açúcar, com o morro dois irmãos ou com o jardim botânico – apesar de sabê-los extremamente acolhedores.

pra mim, essa discussão se encerra nela mesma: é tão óbvia quanto todas as “cidades invisíveis” do calvino, diversos modos de perceber o mesmo.    

mawaca pra todo canto

Arquivado em: musicas — by caroline @ 1:27 am

para quem ainda não conhece, mawaca é um grupo musical de são paulo (“etnomusicologias” e “fluxosmusicais” só podem vir de lá!), criado em 1996, e composto por 7 cantoras e 7 instrumentistas.

magda pucci, a diretora musical, explica que “mawaca” tem várias significações, entre elas: “cantores”, na língua africana hausa (mulçumanos do norte da nigéria), que invocam pela palavra todos os deuses; quer dizer também “canto sagrado”, em japonês; e finalmente “os mensageiros”, para um certo grupo de índios brasileiros (que eu não saberia escrever o nome aqui).

rotuladas como “world music”, elas tanto pesquisam quanto misturam tudo (enfocando sempre o papel da mulher), e o resultado é interessantíssimo: canções de amor e cantos tradicionais japoneses, portugueses, albaneses, indígenas, árabes, sefaraditas, búlgaras, finlandesas, escocesas, turcas, israelitas, gregas, espanholas, cirandas, e por aí vai…

para mim foi uma supresa enorme ir a um show delas, principalmente pelos tons de experimentação e bruxaria que envolvem todas as músicas. kali é (ou era, não sei ao certo) entoado na índia - nesse caso acompanhado pela dança - para invocação das deusas indianas, quase um ritual de feitiçaria. curioso.

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