personagem do dia: nêgo-véio.
nêgo-véio nasceu no dia do meu aniversário, só que três anos depois. com ele, fechamos o quarteto geminiano mais “s-e-n-s-a-c-c-i-o-n-a-l” (como diria o rapazote) de todos os tempos. não posso dizer que é um sujeito típico regido por esse signo, mas certamente tem dias de andar sozinho, e dias de ir para a rua. de gêmeos, carrega na boca os dois dentes da frente e, quando abre aquele sorrisão, mostra logo o par, que se destaca dos demais (os dentes ficam ali, inclinados, como se estivessem num carrinho de bebê). mantém permanentemente um risinho de canto de boca, sua maior característica é a ironia-discreta. costuma usar camisas babylook, sobre as quais sai logo na defesa: “são tamanho P!”, diz que é style. é flamenguista, mas seu time de coração é o sergipe, estado em que nasceu e tomou seu primeiro banho de civilização. já teve todo tipo de corte de cabelo: “a la jesus cristo” (com direito a barba e bigode), raspado, “filhinho caçula de mamãe”… depois de uma grande noitada regada a vinho e boas conversas, neguinho adora deitar-se no coreto da praça perto de casa, ali é o seu mundo. quando a história fica mais acalorada, levanta as sobrancelhas, fala alto e interpreta tudo detalhadamente, como um bom aprendiz de canalha-romântico. importou de aracaju para o rio os mais complexos conceitos sobre o amor: “swing muleke” e “esquentar a costelinha”, que só ele mesmo compreende o que possam significar. faz seis meses que promete consertar a bicicleta, e só enche os pneus num ritual próprio, sempre em postos de gasolina. a renovação da carteira de motorista também está na sua lista de pendências - desde que chegou na cidade maravilhosa, há quase dois anos… é a única pessoa que conheço praticante de krav magá. neguinho é um mistério, oras silêncio, oras falação. cozinha peixe ao forno, e se dedica inteiramente à pescaria – é cheio de histórias de pescador! nêgo-véio, pá-pá-pá!
amigo na alegria e na tristeza, amigo do peito!
muito bom! gostei dessa coisa de “o coreto é seu mundo”. agora, essa perda do celular tá prometendo entrar para o folclore do caboclo.
e viva o suíngue muleque (ou como quer que seja a grafia “correta”)!
Comment por marcelo — Abril 2, 2008 @ 2:09 pm |
Havia entendido “o correto é seu mundo”, mas dou essa colher de chá para vocês.
O folclore quem cria são vocês.
Segundo as normas incultas da gramática erótica brasileira escreve-se swing muleke: locução do grau pápápááá!!! – mistura envolvente que vai dar o que falar. (leia de novo, dessa vez ritmado por favor).
Comment por ericom — Abril 2, 2008 @ 7:39 pm |
meu deus! e como pude esquecer da musiquinha do swing muleke? hahaha!
Comment por caroline — Abril 2, 2008 @ 8:57 pm |