os rataplãs dos tambores gratificam!

Abril 1, 2008

óia eu aqui de novo xaxando, óia eu aqui de novo para xaxar / da série: personagens 3

Arquivado em: personagens — by caroline @ 9:21 pm

personagem do dia: nêgo-véio.

nêgo-véio nasceu no dia do meu aniversário, só que três anos depois. com ele, fechamos o quarteto geminiano mais “s-e-n-s-a-c-c-i-o-n-a-l” (como diria o rapazote) de todos os tempos. não posso dizer que é um sujeito típico regido por esse signo, mas certamente tem dias de andar sozinho, e dias de ir para a rua. de gêmeos, carrega na boca os dois dentes da frente e, quando abre aquele sorrisão, mostra logo o par, que se destaca dos demais (os dentes ficam ali, inclinados, como se estivessem num carrinho de bebê). mantém permanentemente um risinho de canto de boca, sua maior característica é a ironia-discreta. costuma usar camisas babylook, sobre as quais sai logo na defesa: “são tamanho P!”, diz que é style. é flamenguista, mas seu time de coração é o sergipe, estado em que nasceu e tomou seu primeiro banho de civilização. já teve todo tipo de corte de cabelo: “a la jesus cristo” (com direito a barba e bigode), raspado, “filhinho caçula de mamãe”… depois de uma grande noitada regada a vinho e boas conversas, neguinho adora deitar-se no coreto da praça perto de casa, ali é o seu mundo. quando a história fica mais acalorada, levanta as sobrancelhas, fala alto e interpreta tudo detalhadamente, como um bom aprendiz de canalha-romântico. importou de aracaju para o rio os mais complexos conceitos sobre o amor: “swing muleke” e “esquentar a costelinha”, que só ele mesmo compreende o que possam significar. faz seis meses que promete consertar a bicicleta, e só enche os pneus num ritual próprio, sempre em postos de gasolina. a renovação da carteira de motorista também está na sua lista de pendências - desde que chegou na cidade maravilhosa, há quase dois anos… é a única pessoa que conheço praticante de krav magá. neguinho é um mistério, oras silêncio, oras falação. cozinha peixe ao forno, e se dedica inteiramente à pescaria – é cheio de histórias de pescador! nêgo-véio, pá-pá-pá!

amigo na alegria e na tristeza, amigo do peito!

do desassossego…

Arquivado em: livros e revistas — by caroline @ 12:58 pm

estrada.jpg

“qualquer estrada, esta mesma estrada de entepfuhl, te levará até ao fim do mundo.” mas o fim do mundo, desde que o mundo se consumou dando-lhe a volta, é o mesmo entepfuhl de onde se partiu. na realidade, o fim do mundo, como o princípio, é o nosso conceito de mundo. é em nós que as paisagens têm paisagem. por isso, se as imagino, as crio; se as crio, são; se são, vejo-as como as outras. para quê viajar? em madrid, em berlim, na pérsia, na china, nos pólos ambos, onde estaria eu senão em mim mesmo, e no tipo e género das minhas sensações?

a vida é o que fazemos dela. as viagens são os viajantes. o que vemos, não é o que vemos, senão o que somos.

bernardo soares

quem é você? que não sentiu o suingue de henri salvador?

Arquivado em: musicas — by caroline @ 12:21 am

henri salvador faleceu recentemente, e lamentei muito essa perda porque sempre fui profunda admiradora de seu suingue. bom, mas para conforto geral, a música, sempre que fecha uma porta, costuma abrir uma janela. benjamin biolay (além de ser um espetáculo visual), contribuiu com quatro canções para o disco chambre avec vue, de henri, dentre elas o sucessão jardin d’hiver (parceria com a cantora keren ann zeidel). por isso, também escolhi uma música dele, mon amour m’a baisé, que está no cd à l’origine, seu 3o. álbum solo.

jardin d’hiver – henri salvador

mon amour m’a baisé – benjamin biolay

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