no princípio, o teatro era o canto ditirâmbico: o povo livre cantando ao ar livre. o carnaval. a festa.
sou profunda admiradora do augusto boal. acho o teatro do oprimido fascinante, e o fato de relê-lo é sempre motivo de espanto. pra quem não sabe, a poética do oprimido é basicamente a sugestão de que o espectador se liberte de sua condição oprimida e volte a representar, como era no princípio. teatro como linguagem, teatro invisível, através do qual podemos conhecer a realidade de uma nova forma. os atores, no caso, somos nós. e, para assumirmos o papel de protagonistas, precisamos “transformar a ação dramática proposta”. foi a partir desse princípio que a idéia do blog surgiu. do desejo enorme de transformar a ação, de simplesmente levantar-me do meio da platéia silenciosa que apenas observa. assim, para começar o ritual de iniciação, os rataplãs dos tambores ecoam com força somente para evocar baco, deus do vinho e das comemorações! a cada um que chega, ergo a taça e faço o brinde: evoé!
que cada um diga o que fez, a que veio e porque ficou. e que cada um tenha a coragem de, não sabendo porque permanece, retirar-se.
(teatro do oprimido, augusto boal)
Evoé! Bem-vinda ao estranho mundo dos blogs. Que sua vida neste planeta seja longa. Grande beijo.
Comentário por beliamattos — Março 22, 2008 @ 12:11 am |
Em tempo: beliamattos sou eu (Ana Paula, do 3×4 Colorido e do HTP). É que foi o único username que deu. : (
Comentário por beliamattos — Março 22, 2008 @ 12:12 am |
ana! e eu nao sei que e vc? sou fa-zona dos seus blogs! obrigada pelas boas-vindas! beijos!
Comentário por caroline — Março 22, 2008 @ 5:38 pm |